quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etério, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;

Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

                                                                                                                             Camões




Saudades eternas irei sentir de você minha pequena... Me tranquiliza saber que pelo menos a verdade você levou consigo... E me tranquiliza mais ainda, saber que você me perdoou, mesmo sem entender o que isso significa... Te amarei sempre minha pequena Mari... Não esqueça disso, em qualquer lugar que você esteja, sei que sabe que o meu amor por você é eterno e verdadeiro...

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