sábado, 9 de outubro de 2010

Lembrança de Morrer

Eu deixo a vida como quem deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro
(...)
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
- Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

                                                                                              Álvares de Azevedo

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